Não gostas de ser descrita
como uma mulher bela e sedutora,
preferes a dama inteligente e insubmissa
que escreve de uma forma avassaladora
e é o pesadelo de qualquer homem
[apaixonado...
não gostas da vulgaridade,
espalhas o teu ser diferente
pelas ruelas e bares da cidade...
Na bruma de um cigarro
matas a secura quase infinita
com o líquido ardente que te aquece...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Camões,
As palavras, a espada e os amores
deram-te um bilhete para o mundo
ao lado de marinheiros e navegadores
e alimentaram a tua alma de vagabundo
O oceano lavou-te a alma e o coração
numa longa caminhada para Oriente
distante da calúnia, inveja e perdição,
ao encontro de gente muito diferente
No meio da viagem surgiu-te a inspiração
após um encontro profético e assustador
em que surgiu no meio do mar triunfante
um gigante a quem chamaste de Adamastor
É assim que começa a tua aventura literária
onde relatas o mundo português
exactamente como o vês
Quando regressas ao nosso país
os eruditos desvalorizaram a tua obra poética
Que se imortalizou, tal como tu, de uma forma
[épica!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
deram-te um bilhete para o mundo
ao lado de marinheiros e navegadores
e alimentaram a tua alma de vagabundo
O oceano lavou-te a alma e o coração
numa longa caminhada para Oriente
distante da calúnia, inveja e perdição,
ao encontro de gente muito diferente
No meio da viagem surgiu-te a inspiração
após um encontro profético e assustador
em que surgiu no meio do mar triunfante
um gigante a quem chamaste de Adamastor
É assim que começa a tua aventura literária
onde relatas o mundo português
exactamente como o vês
Quando regressas ao nosso país
os eruditos desvalorizaram a tua obra poética
Que se imortalizou, tal como tu, de uma forma
[épica!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Caderno nº 30,
Luís Milheiro
Torga,
O pulsar das montanhas,
sente-se,
nas tuas palavras,
cobertas
por pedaços de granito
utilizados para disfarçar a revolta,
a dor e a indignação,
de viveres num país confuso,
quase parado
que finge estar em revolução,
e é, constantemente, adiado!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
sente-se,
nas tuas palavras,
cobertas
por pedaços de granito
utilizados para disfarçar a revolta,
a dor e a indignação,
de viveres num país confuso,
quase parado
que finge estar em revolução,
e é, constantemente, adiado!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Pessoa,
Tantos retratos inacabados
nas profundezas de um copo vazio
na procura incessante um rosto certo,
tanto podias ser Alberto,
Bernardo, Ricardo, Álvaro
ou outro sujeito qualquer
nunca Fernando!...
Porquê, Pessoa?...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
nas profundezas de um copo vazio
na procura incessante um rosto certo,
tanto podias ser Alberto,
Bernardo, Ricardo, Álvaro
ou outro sujeito qualquer
nunca Fernando!...
Porquê, Pessoa?...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
David,
Tuas palavras foram
quase tudo...
Uma história, um poema,
um fado e uma canção...
Tuas palavras foram
quase tudo...
Um filme, uma peça de teatro,
um ensaio e uma paixão...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
quase tudo...
Uma história, um poema,
um fado e uma canção...
Tuas palavras foram
quase tudo...
Um filme, uma peça de teatro,
um ensaio e uma paixão...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Herberto,
Tu
pássaro livre,
homem sem amarras
que espreitas para lá
das colinas da cidade
e navegas na tua barca
ao redor das ilhas secretas!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
pássaro livre,
homem sem amarras
que espreitas para lá
das colinas da cidade
e navegas na tua barca
ao redor das ilhas secretas!...
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Luís Milheiro
Florbela,
Mulher doce e amarga
refém de palavras belas e sofridas
e também de aventuras amorosas,
fugazes e perdidas...
Mulher próxima e distante
refém de um tempo masculino
sem espaço para sentimentos
ou devaneios pintados no feminino...
Mulher apaixonada
capaz de amar perdidamente...
Mulher poema
capaz de escrever de uma forma
[diferente...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
refém de palavras belas e sofridas
e também de aventuras amorosas,
fugazes e perdidas...
Mulher próxima e distante
refém de um tempo masculino
sem espaço para sentimentos
ou devaneios pintados no feminino...
Mulher apaixonada
capaz de amar perdidamente...
Mulher poema
capaz de escrever de uma forma
[diferente...
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Luís Milheiro
Alegre,
A minha praia é tua,
a tua praia é minha...
Porque a nossa Foz do Arelho
é muito mais que um sonho salgado...
É uma grande e bela balada selvagem
que fura a neblina e mostra o mar
[verdadeiro
com ondas brutais que nos levam de
[viagem
para lá do nosso coração marinheiro
Luís Milheiro, Caderno nº 30
a tua praia é minha...
Porque a nossa Foz do Arelho
é muito mais que um sonho salgado...
É uma grande e bela balada selvagem
que fura a neblina e mostra o mar
[verdadeiro
com ondas brutais que nos levam de
[viagem
para lá do nosso coração marinheiro
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Zé Gomes,
Podias ser apenas um rei
das palavras e dos sonhos,
mas não...
És um irmão
e um companheiro
de todos os vagabundos,
e, sobretudo,
um «João sem medo»...
de navegar pelos mundos!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
das palavras e dos sonhos,
mas não...
És um irmão
e um companheiro
de todos os vagabundos,
e, sobretudo,
um «João sem medo»...
de navegar pelos mundos!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Ary,
És um cavalo à solta,
corajoso,
robusto e inquieto,
Com vontade de
correr o mundo
de lés a lés,
À procura
dos sonhados
campos da liberdade!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
corajoso,
robusto e inquieto,
Com vontade de
correr o mundo
de lés a lés,
À procura
dos sonhados
campos da liberdade!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Zeca,
A madrugada começa
com a tua voz que ilumina toda a casa...
Abraço as tuas palavras,
uma a uma,
tão belas, corajosas,
sofridas e acusatórias
de mil e uma atrocidades
cometidas um pouco por todo o lado
pelos «vampiros»,
sem rosto ou idades...
Elas clamam por um mundo novo,
onde a paz e liberdade
não sejam constantemente
esquecidas no campo e na cidade...
E o melhor de tudo...
é descobrir a razão...
do teu canto continuar a ser
uma das mais belas
«armas da revolução»!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
com a tua voz que ilumina toda a casa...
Abraço as tuas palavras,
uma a uma,
tão belas, corajosas,
sofridas e acusatórias
de mil e uma atrocidades
cometidas um pouco por todo o lado
pelos «vampiros»,
sem rosto ou idades...
Elas clamam por um mundo novo,
onde a paz e liberdade
não sejam constantemente
esquecidas no campo e na cidade...
E o melhor de tudo...
é descobrir a razão...
do teu canto continuar a ser
uma das mais belas
«armas da revolução»!...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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Luís Milheiro
Sophia,
O mar azul e branco
torna-se mais expansivo,
e tocante,
depois de sentir
a luminosidade,
o perfume
e o encanto
das tuas palavras...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
torna-se mais expansivo,
e tocante,
depois de sentir
a luminosidade,
o perfume
e o encanto
das tuas palavras...
Luís Milheiro, Caderno nº 30
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