Teus beijos fatais
São carícias tais
São cantos mortais
Meus olhos, engano
Em desejo profano
São grito insano
Teu corpo, pedra dura
Tua carne tão pura
Jura, jura, jura
Teus braços em cruz
recebem-me, eu sei.
São pecados de luz,
Lorelei
Teu rosto, ilusão
Nos teus olhos o perdão
Martírio, então
Teus lábios mereço
Tão sentido esqueço
Em teu seio pereço
Teus braços em cruz
recebem-me, eu sei.
São pecados de luz,
Lorelei
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Neste pranto
Um rosto proibido
na distância do adeus.
Um sorriso tão querido
perdido aos olhos meus.
Palavras que não são.
Pensamentos por dizer.
Neste canto de solidão
mesmo à beira do perder
E a luz cai-me dos olhos
num lago por desenhar.
O seu fundo são escolhos
de um verbo por inventar
Triste brilho de cristal
no meu rosto a bailar
É apenas água e sal
entre o partir e o deixar
E resta só um grito mudo,
como que um céu a estalar
A noite cai e é tudo,neste meu mundo a mudar.
Dos meus olhos a luz cai
num lago por desenhar.
É um pranto que se esvai
do meu sonho a sangrar.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
na distância do adeus.
Um sorriso tão querido
perdido aos olhos meus.
Palavras que não são.
Pensamentos por dizer.
Neste canto de solidão
mesmo à beira do perder
E a luz cai-me dos olhos
num lago por desenhar.
O seu fundo são escolhos
de um verbo por inventar
Triste brilho de cristal
no meu rosto a bailar
É apenas água e sal
entre o partir e o deixar
E resta só um grito mudo,
como que um céu a estalar
A noite cai e é tudo,neste meu mundo a mudar.
Dos meus olhos a luz cai
num lago por desenhar.
É um pranto que se esvai
do meu sonho a sangrar.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
Consulte também:
Caderno nº 12,
Paulo "Aelin" Moreira
Alice
Criança, tão terna a idade
E o seu nome é Alice
Falou para mais que só um
Ninguém ouviu o que disse
Criança é como as outras
Só um nada diferente
Não basta para a teres
Por menos que inocente
Tem sonhos como os outros
É legítimo sonhar
Sonha com mundo e vontades
E desejo de os realizar
Mas o seu nome é Alice
A dos sonhos feitos nada
Criança, tão terna a idade
E hoje foi violada
Paulo "Aelin" Moreira
E o seu nome é Alice
Falou para mais que só um
Ninguém ouviu o que disse
Criança é como as outras
Só um nada diferente
Não basta para a teres
Por menos que inocente
Tem sonhos como os outros
É legítimo sonhar
Sonha com mundo e vontades
E desejo de os realizar
Mas o seu nome é Alice
A dos sonhos feitos nada
Criança, tão terna a idade
E hoje foi violada
Paulo "Aelin" Moreira
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Caderno nº 12,
Paulo "Aelin" Moreira
Silhuetas da escuridão
Entre águas passadas
E luzes na escuridão
Alguém geme de medo
E pede a nossa atenção
Não sabes o que fazer?
Queres continuar em frente
Também tu tens medo
Por isso te finges ausente
Mas ama irmã
Não custa mais que um beijo
Mas ama irmão
É mais que um desejo
Assim... estende a mão olhando
Entre luzes na escuridão
Presenteia as silhuetas
Como o gosto da afirmação
Mas ama irmã
Não custa mais que um beijo
Mas ama irmão
É mais que um desejo
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
E luzes na escuridão
Alguém geme de medo
E pede a nossa atenção
Não sabes o que fazer?
Queres continuar em frente
Também tu tens medo
Por isso te finges ausente
Mas ama irmã
Não custa mais que um beijo
Mas ama irmão
É mais que um desejo
Assim... estende a mão olhando
Entre luzes na escuridão
Presenteia as silhuetas
Como o gosto da afirmação
Mas ama irmã
Não custa mais que um beijo
Mas ama irmão
É mais que um desejo
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
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Paulo "Aelin" Moreira
(Espectro) sem nome
Batem e rebatem, as contas de metal,
tristeza pintada a rabiscos em papel.
O seu ritmo constante, a cadência fatal,
murmura os instantes do teu riso cruel.
E apenas sabendo
quanto me fazes sofrer,
as contas de metal
vão parar de bater
Correm e recorrem, as contas de metal,
despem a tua capa em vícios envolta.
Gritam a tua alma, a crueza sem igual
e dói-me no estômago um sabor a revolta.
E apenas sentindo
quanto me fazes perder,
as contas de cristal
vão parar de correr.
Batem e rebatem, as contas de metal,
gravando em fogo, poesia letal.
São ecos sem nome, passeiam pelo ar,
é o espectro da fuga que me quer sufocar.
E apenas gritando
o quanto me fazes doer,
as contas de metal
vão parar de bater.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
tristeza pintada a rabiscos em papel.
O seu ritmo constante, a cadência fatal,
murmura os instantes do teu riso cruel.
E apenas sabendo
quanto me fazes sofrer,
as contas de metal
vão parar de bater
Correm e recorrem, as contas de metal,
despem a tua capa em vícios envolta.
Gritam a tua alma, a crueza sem igual
e dói-me no estômago um sabor a revolta.
E apenas sentindo
quanto me fazes perder,
as contas de cristal
vão parar de correr.
Batem e rebatem, as contas de metal,
gravando em fogo, poesia letal.
São ecos sem nome, passeiam pelo ar,
é o espectro da fuga que me quer sufocar.
E apenas gritando
o quanto me fazes doer,
as contas de metal
vão parar de bater.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
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Paulo "Aelin" Moreira
Mágoa de criança (tradução sobre poema de Wiiliam Blake)
Minha mãe gemeu! Meu pai choro.
Para o perigoso mundo eu era nascido;
Indefeso, nu, gritando alto;
Como o mal em nuvens escondido.
Debatendo-me nas mãos de meus pais;
Contra a apertada fralda em esperneio:
Vencido e cansado achei melhor
Sugar de minha mãe o seio.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
Para o perigoso mundo eu era nascido;
Indefeso, nu, gritando alto;
Como o mal em nuvens escondido.
Debatendo-me nas mãos de meus pais;
Contra a apertada fralda em esperneio:
Vencido e cansado achei melhor
Sugar de minha mãe o seio.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
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Caderno nº 12,
Paulo "Aelin" Moreira
Coro de lágrimas
Há flores que ardem, há flores que choram
São vidas que partem, são olhos que imploram
Castelos sem vida, senhores sem sorte
A esperança esquecida em terras de morte
Estilhaços perdidos da nova madrugada
São sonhos vencidos na noite chegada
Um breu assim eterno, qual rosa d’Inverno
É lago onde os sonhos morrem e as lágrimas correm
Senhores do Norte, de pé ao alvorecer
Senhores na morte sobre o sangue a correr
E limpar dos olhos o pó do caminho
Apagar todos os fogos, enfrentar o destino
Pois por montes e vales o grito ecoou
Perca-se a tormenta, o Rei voltou
Da noite caiu o pano, perdido o engano
A vitória soou e a esperança reinou
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
São vidas que partem, são olhos que imploram
Castelos sem vida, senhores sem sorte
A esperança esquecida em terras de morte
Estilhaços perdidos da nova madrugada
São sonhos vencidos na noite chegada
Um breu assim eterno, qual rosa d’Inverno
É lago onde os sonhos morrem e as lágrimas correm
Senhores do Norte, de pé ao alvorecer
Senhores na morte sobre o sangue a correr
E limpar dos olhos o pó do caminho
Apagar todos os fogos, enfrentar o destino
Pois por montes e vales o grito ecoou
Perca-se a tormenta, o Rei voltou
Da noite caiu o pano, perdido o engano
A vitória soou e a esperança reinou
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno nº 12
Consulte também:
Caderno nº 12,
Paulo "Aelin" Moreira
Desta culpa
O meu nome é nada,
vida desesperada.
O meu nome é vazio,
a vida por um fio
O perdão foi negado
na noite por acabar.
Na terra, por matar,
O meu nome abandonado
São portas fechadas,
verdades reveladas.
Ruas de água e pó
em que vagueio só.
O teu nome é nada,
inocência roubada.
O teu nome é desencanto,
apenas lágrimas, pranto.
É pecado, perdição!
Gritaste e eu escutei.
Mas tu sabes que amei,
mesmo sem salvação.
São portas fechadas,
verdades enterradas.
Desta culpa fica a dor.
Desta culpa só fica a dor
Paulo "Aelin" Moreira; Caderno nº 12
vida desesperada.
O meu nome é vazio,
a vida por um fio
O perdão foi negado
na noite por acabar.
Na terra, por matar,
O meu nome abandonado
São portas fechadas,
verdades reveladas.
Ruas de água e pó
em que vagueio só.
O teu nome é nada,
inocência roubada.
O teu nome é desencanto,
apenas lágrimas, pranto.
É pecado, perdição!
Gritaste e eu escutei.
Mas tu sabes que amei,
mesmo sem salvação.
São portas fechadas,
verdades enterradas.
Desta culpa fica a dor.
Desta culpa só fica a dor
Paulo "Aelin" Moreira; Caderno nº 12
Consulte também:
Caderno nº 12,
Paulo "Aelin" Moreira
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Neste pranto
Um rosto proibido
na distância do adeus.
Um sorriso tão querido
perdido aos olhos meus.
Palavras que não são.
Pensamentos por dizer.
Neste canto de solidão
mesmo à beira do perder
E a luz cai-me dos olhos
num lago por desenhar.
O seu fundo são escolhos
de um verbo por inventar
Triste brilho de cristal
no meu rosto a bailar
É apenas água e sal
entre o partir e o deixar
E resta só um grito mudo,
como que um céu a estalar
A noite cai e é tudo,
neste meu mundo a mudar.
Dos meus olhos a luz cai
num lago por desenhar.
É um pranto que se esvai
do meu sonho a sangrar.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno n.º 12
na distância do adeus.
Um sorriso tão querido
perdido aos olhos meus.
Palavras que não são.
Pensamentos por dizer.
Neste canto de solidão
mesmo à beira do perder
E a luz cai-me dos olhos
num lago por desenhar.
O seu fundo são escolhos
de um verbo por inventar
Triste brilho de cristal
no meu rosto a bailar
É apenas água e sal
entre o partir e o deixar
E resta só um grito mudo,
como que um céu a estalar
A noite cai e é tudo,
neste meu mundo a mudar.
Dos meus olhos a luz cai
num lago por desenhar.
É um pranto que se esvai
do meu sonho a sangrar.
Paulo "Aelin" Moreira, Caderno n.º 12
Consulte também:
Colectânea,
Os 1.ºs Poetas Almadenses,
Paulo "Aelin" Moreira
Paulo "Aelin" Moreira
Paulo Alexandre Moreira, ou Aelin, nasceu há 38 anos (para sua infelicidade, costuma dizer na brincadeira) na cidade de Lisboa.
É licenciado em comunicação social, tendo desenvolvido a sua actividade profissional com jornalista e tradutor.
Gosta, naturalmente, de escrever, e, mais que um poeta, afirma-se um contador de histórias cujas linhas por vezes rimam.
É viciado em todos os temas em que a maioria não gosta de falar, por causa do cheiro, tem por religião o fundamentalismo almadense e gosta de brincar aos músicos, sendo o mentor dos projectos Disclosure, Gondolin e Terço Inverso.
Aspira a que um dia se lembrem dele como «aquele gajo que gostava de rir».
Publicou o caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 12 (da colecção Index Poesis) e vem referido na antologia de poetas almadenses Alma(da) Nossa Terra, de Ermelinda Toscano.
É licenciado em comunicação social, tendo desenvolvido a sua actividade profissional com jornalista e tradutor.
Gosta, naturalmente, de escrever, e, mais que um poeta, afirma-se um contador de histórias cujas linhas por vezes rimam.
É viciado em todos os temas em que a maioria não gosta de falar, por causa do cheiro, tem por religião o fundamentalismo almadense e gosta de brincar aos músicos, sendo o mentor dos projectos Disclosure, Gondolin e Terço Inverso.
Aspira a que um dia se lembrem dele como «aquele gajo que gostava de rir».
Publicou o caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 12 (da colecção Index Poesis) e vem referido na antologia de poetas almadenses Alma(da) Nossa Terra, de Ermelinda Toscano.
Consulte também:
Colectânea,
Os 1.ºs Poetas Almadenses,
Paulo "Aelin" Moreira
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